Sociedade Broteriana

A Sociedade Broteriana foi fundada em 1880 em Coimbra pelo professor de botânica Júlio Augusto Henriques com o objectivo de encorajar a botânica e  a colheita de plantas para o herbário. O seu nome celebra Félix Avelar Brotero (1744 – 1828), antigo professor de botânica da Universidade de Coimbra e autor da primeira Flora de Portugal.

A Sociedade passou por três períodos distintos. Entre 1880-1818, sob a direcção de Júlio Henriques, concentrou os seus esforços em manter um número significativo de membros, profissionais e amadores, que colhessem material para o Herbário da Universidade de Coimbra (COI) e, ainda, em publicar continuamente a revista Boletim da Sociedade Broteriana (Bol. Soc. Brot.) a qual, por permuta com outras revistas científicas, permitiu enriquecer significativamente a biblioteca botânica. Em 1918, a Sociedade atravessava um período difícil dada a idade avançada de Júlio Henriques, que nesse ano se jubilou, e pela falta de recursos no país após a Primeira Grande Guerra.

O pequeno grupo de botânicos de Coimbra, liderados pelo novo diretor, Luís Carrisso, imprimiu uma nova energia à Sociedade. Iniciou-se a 2ª série do Boletim da Sociedade Broteriana (1922), agora uma revista científica com um âmbito mais alargado na área da botânica. Iniciaram-se também duas outras publicações, o “Anuário da Sociedade Broteriana” e as “Memórias da Sociedade Broteriana”. Manteve-se a colheita de material vegetal e o Herbário expandiu-se com colecções substanciais de África e de Portugal. Trocas de duplicados deste material com outros institutos, em Portugal e no estrangeiro, muito contribuíram para a colecção hoje existente.

No final do século XX, a Sociedade Broteriana passou novamente por um período de declínio, em número de sócios e em actividades, incluindo as publicações, à medida que os seus membros mais activos, os professores universitários, assumiam novas responsabilidades.

A sobrevivência da Sociedade Broteriana e do seu papel congregador dos novos perfis de cidadania exigiu uma reformulação das actividades.

As publicações foram alteradas. O Anuário foi terminado, as Memórias mantêm-se como uma publicação não regular e o Boletim, actualmente em fase de restruturação, será convertido numa revista no âmbito da História da Botânica.